Hoje em dia, a conversa é só anime, né? Uns caras, que nem faziam ideia do que era VHS, agora tão dando palpite em Bersek ou Dragon Ball, parecendo que inventaram o Japão.
Mas, quando eu cito Wicked City (Yōjū Toshi), os olhares me fuzilam, como se eu tivesse mencionado sei lá, uma doença estranha.
Wicked City, aquilo, não é anime. É um pesadelo em desenho! Sexo, morte, paranoia e corrupção, tudo misturado em uns 80 minutos de puro horror estilizado. Um filme que, olha, num tem medo de ser adulto, sujo e bem incômodo.
Nem herói berrando pra virar Super Sayajin tem lá. E não, nem mascote fofo. E, no fim, nenhuma lição de moralzinha.
Comparar Wicked City com Pokémon, tipo, é o mesmo que botar David Lynch lado a lado com Malhação.
Me irrita ver a galera idolatrando Evangelion, como se fosse oh, o ápice da psicologia em anime. Mal sabem que Wicked City já fazia a mente derreter antes deles saberem o q era trauma!
Mas tudo bem, continuem vendo os shounenzinhos reciclados. Eu fico com meu terror noir, meus tentáculos demoníacos e aquele saxofone decadente tocando, tocando no fundo.
Wicked City é aquele anime que você assiste, tipo, sozinho às 2 da manhã, e bate aquela dúvida... será que deveria mesmo ta vendo essa parada? E é exatamente por isso que ele é simplesmente perfeito.
— Bitterness. exe 💻 "Isso não é entretenimento não. É tipo um exorcismo."

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